Quem não se envolve pessoalmente com alguma espécie de trabalho não progride. A finalidade do trabalho que executamos é a de fazer-nos crescer interiormente, desenvolvendo as nossas potencialidades embrionárias.

Em quem trabalha por simples obrigação, em busca do pão de cada dia, o trabalho opera muito lentamente. Quanto mais o espí­rito se conscientiza de sua necessidade de trabalhar, passando a servir aos semelhantes por livre iniciativa, mais ele avança na senda do aperfeiçoamento.

Quem já consegue dar de si mesmo aos outros se encontra num estágio superior ao daquele que dá do que retém consigo, sem que, no entanto, nada lhe pertença.

O salário com que o trabalho enobrecedor nos remunera é muito maior do que o que recebemos em paga pelo suor que derramamos.
É no serviço do bem que o espí­rito se fortalece e aprende a conhecer-se com mais segurança, assentando-se tal qual é, em transição para o que deve vir a ser.

Feliz de quem serve pela alegria de servir! Toda tarefa em benefí­cio do semelhante, por pequena que seja, é de grande significado espiritual para quem a executas.

Nunca nos sintamos limitados para cooperar nas boas obras. Com o discernimento presidindo todas as nossas ações, estejamos certos de que no trabalho do bem não existe excesso nem cansaço.



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